15 de dezembro de 2008

Empreendedorismo Institucional

Em 1988,  em artigo seminal para o tema agora em ascendência, DiMaggio ressaltou a carência da teoria institucional para lidar com assuntos relacionados à poder e interesses (Interest and agency in institutional theory. In: L. G. Zucker (ed.). Institutional patterns and organizations: culture and environment. Cambridge, MA: Ballinger, p. 3-21). Como bem ressaltado, não que eles estivessem ausentes da teoria em voga, mas tinham papéis coadjuvantes na explanações das instituições. Andava a teoria institucional com caráter, digamos determinístico. Na década de 1990 cada vez mais enfoque na mudança em detrimento da persistência foi dado, conquanto carecesse a teoria explicações quanto à mudanças endógenas. Estava faltando a agência: o empreendedor institucional.
Não sou adepta à palavra empreendedor, pois lembra atitudes grandiosas e feitos históricos, memoráveis, dignos de um deus. Um empreendedor é bem menos que isso, é um agente, ou grupo de agentes, que procura criar uma nova instituição, ou ainda modificar uma instituição, conforme o seu interesse, ou o interesse coletivo, através do uso de recursos, intencionalmente e conscientemente. Logo um empreendedor não é um deus ex machine, ou ainda um ‘sonhador’ como o inovador tecnológico que vive num mundo visionário. O empreendedor está imerso, mais ou menos em um macro-contexto ou contexto institucional.
Estudos no tema tem proliferado e eu sugereria começar pelo número da Organizations Studies de 2007, dedicado inteiramente ao tema.

Postado por: Evelin

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